Varejo do RS fecha 5,3 mil empregos formais no primeiro semestre

Lojas de roupas e acessórios concentraram mais de 40% das vagas eliminadas no período; postos de combustíveis e supermercados registraram saldo positivo

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Querotti

Central RS

Publicado em 28/08/2026, 09:26

Atualizado em 28/08/2026, 09:30

Varejo do RS fecha 5,3 mil empregos formais no primeiro semestre
— Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O comércio varejista do Rio Grande do Sul encerrou 5,3 mil postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. Foi o pior resultado para o período desde 2024, ano marcado pelas enchentes no estado.

O saldo negativo representa a diferença entre 164,5 mil desligamentos e 159,2 mil admissões. Os números fazem parte de levantamento publicado pela coluna de Giane Guerra, em GZH, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Lojas de roupas lideram cortes

O segmento de artigos de vestuário e acessórios foi responsável pela maior redução. Ao todo, 2,2 mil empregos formais foram eliminados, o equivalente a mais de 40% do saldo negativo registrado pelo varejo gaúcho.

Também encerraram vagas os estabelecimentos de:

móveis, colchoaria e artigos de iluminação: 520 postos;

calçados: 463 postos.

Na direção contrária, os postos de combustíveis abriram 951 vagas no primeiro semestre. Os supermercados também apresentaram desempenho positivo, com a criação de 576 empregos.

Outros estados também perderam vagas

A retração do emprego no varejo não ficou restrita ao Rio Grande do Sul. Os maiores cortes foram registrados em São Paulo, com saldo negativo de 16,5 mil vagas, e no Rio de Janeiro, que perdeu 9,2 mil postos.

Minas Gerais aparece em seguida, com a eliminação de 5,5 mil empregos, resultado ligeiramente pior que o verificado no mercado gaúcho.

Endividamento e juros pressionam comércio

O varejo enfrenta uma combinação de fatores que limita o consumo e dificulta a recuperação das vendas. Entre eles estão o elevado endividamento das famílias, o custo do crédito, os juros altos e a parcela da renda direcionada às apostas on-line.

O movimento mais fraco nas lojas durante a Copa do Mundo também afetou o setor. No Rio Grande do Sul, comerciantes de municípios do interior ainda enfrentam os reflexos do endividamento dos produtores rurais.

O cenário aumenta a pressão sobre o varejo de moda, responsável pela maior parte das vagas eliminadas no estado, especialmente diante da necessidade de recuperação das vendas para a Black Friday e o Natal.

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